sábado, 24 de abril de 2010

Do it yourself

Há algum tempo venho insuspeitavelmente vivendo o "faça você mesmo" (interessante, pode ser entendido "faça a si mesmo"), é, pode ser. Mas, neste momento, tenho quase uma idéia fixa ("Deus te livre, leitor, de uma idéia fixa!" - Brás Cubas). Pois é, tenho de admitir, tenho uma idéia fixa e não quase uma:


Se você pensou - costurar - acertou! Quero aprender a costurar. E sei que vou. Falta-me pouco (rsrsrsrsrs) só fazer a matrícula num curso, comprar uma máquina de costura... ou seja, arranjar tempo e dinheiro para tanto. Mas é uma questão de... como eu diria... investimento! Não desses com retorno financeiro, mas com o seguinte retorno:


Ouço pássaros cantando? Sinto borboletas nos meus ombros?

Filho, é a sua cara!


Que tal um café, amor?


Umas roupitchas também, que não sou de ferro...
Mas podes perguntar:
E daí, por que não comprar isso tudo? Ou já supõe que estou querendo economizar... brincadeirinha! Mas a questão vai além disso. É carinho, é memória. Só pra citar duas.
A primeira é que minha mãe (que era professora), mesmo com tanto trabalho a fazer, fazia questão de cuidar de algumas roupas nossas (minhas e das minhas irmãs) ela, tipo, brincava de boneca com a gente. E nos chamava pra prová-las e tinha um imenso contato conosco enquanto suspeitava (ela e nós) que aquilo era uma simples costura. Mas não. Era uma roupa, feita especialmente para nós, e que jamais seria vendida em lugar nenhum neste mundo. E isso tudo antes de existir essa glamourização em torno da exclusividade. Era um jeito de acompanhar como crescíamos, como mudavam os nossos gostos, ou como, rapidamente nos tornávamos pessoas grandes.
A segunda é que eu - anos mais tarde - com o nascimento do meu filho (que hoje tem cinco anos) senti uma imensa necessidade de fazer esse carinho pra ele. Grávida e cuidando do seu enxoval, adivinha o que eu fiz? Minha mãe passou dias comigo, costurando lembrancinhas, colchas, fronhas, tapetes, tanta coisa! Talvez o resultado não tenha saído tipo-exportação, mas, certamente, é uma lembrança incrível que tenho daquele quarto, hoje já desfeito pelo passar dos anos e das necessidades - agora Ulisses é um garoto de 5 anos, quer saber de super-heróis e carrinhos barulhentos. Mas tenho certeza de que minha mãe e eu (e futuramente ele) nunca esqueceremos que passamos tardes fazendo planos e colchas pra chegada dele... Nossa! Fiquei emocionada... Dividam comigo a expressão: "Ow que coisa linda!"


Colchas e protetores de berço - não têm preço.

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