domingo, 28 de março de 2010

Pergunta do meu filho e repostas dos políticos


Por Flávio

Entre o Natal e o Reveillon de 2009/2010 (sempre me confundo), fiz o percurso ida e volta para um dos nossos clubes serranos e fui surpeendido (se bem que ele costuma fazer isto) por uma pergunta do meu filho de quatro anos e sete meses.
Após observar que a avenida que nos conduzia ao citado clube, estava "bem pintada de preto", sinalizada com "pedras" fosforecentes, brancas e amarelas, indicativo de faixas, de certa forma sem lixo às margens, ele inquiriu-me:
- Papai, por que a nossa cidade também não é assim?


Eu ainda tentei desconversar e perguntei:


- Assim como?


E ele: "bonita, limpa, iluminada, etc..."


Na verdade, eu dei uma resposta, nem me lembro qual. Até porque, segundo ouvi "são as perguntas que importam, não as respostas". Mas confesso a você, leitor, que desde aquele dia não me canso de pensar na pergunta do meu filho.


Por que nossas cidades não são assim?


Deixo a resposta técnica, administrativa e moral para os nossos políticos, arquitetos, urbanistas, administradores de um modo geral, muitos que ainda este ano irão se submeter ao processo eleitoral. E seria muito bom, que após ouvirmos as promessas de campanha e os projetos de cada um, soltássemos o verbo:


- E por que nossas cidades não são assim?